A pior coisa que já me aconteceu foi perder a vontade de escrever. Dizem, com palavras bonitas, "perder a inspiração". Acho que não perdi inspiração nenhuma, só não conseguia expirar. Era um negócio agoniante ficar com tanto ar dentro dos pulmões e nada do ar sair. Parecia que tinha chegado pra mim uma aposentadoria do lápis e do caderninho sem linha, o fim de uma carreira que mal começou.
Aí, hoje, pensei: e se eu estiver escrevendo dentro de mim? Pois é bem isso mesmo. Virei uma mãe ciumenta e super protetora que não consegue ver os filhos em perigo, muito menos sendo julgados por quem não os conhece, não os criou.
Estou tatuando nas minhas vísceras, usando minhas veias e artérias como linhas.
Estou grávida de palavras.
amei esse, vou ler sempre que me bater um bloqueio e pensar no meu filho de palavras no ventre hasusahusahasuashusahsauh
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